terça-feira, 20 de agosto de 2013

O Reinado de Neverland é isento de SPC e Serasa

E cá estou eu com mais uma, das muitas histórias inusitadas de uma terra linda, nascida às margens de um grande mar redondo e que tem coisas tão peculiares, que só acontecem em Neverland.  

Como todos sabem neste tão aconchegante e aprazível reinado, o sistema é monárquico e, além do rei, o poder é dividido com a Corte dos 17, que devem viver harmônicos, coisa que só é possível através da filosofia “Tropa de Elite”: quem quer rir, tem que fazer rir.

Mas hoje falo sobre o martírio que os mercadores de além mar e, até mesmo os da própria aldeia, vivem sempre que precisam prestar serviços para o Reinado de Neverland que está sempre disposto a contratar, mas possui facilidade em esquecer de pagar.  

Esta característica que não é só de Neverland e sim de quase todos os reinados, administrados por reis que, muitas vezes, confundem o baú de tesouros dos seus aposentos com o tesouro do Reinado, ocorre porque são isentos de SPC e Serasa, restritos aos plebeus.

E sempre que ocorre coroação de novos reis, quem paga a conta são os mais simples comerciantes da aldeia e, raras vezes, fortes mercadores de além de mar. E o martírio surge, não pelo valor comercializado, mas sim pelo tenebroso prazo de pagamento.

Austero, o Reinado não perdoa os simples plebeus que deixam de pagar os impostos para o tesouro real e costumar trocar chibatadas por pesadas penalizações através de multas pela demora na quitação de suas obrigações.

Mas o Reinado, imune ao SPC e Serasa, se diverte ao pagar mercadores e aldeões, meses após ter recebido o serviço contratado. A diversão se deve porque o rei sabe que os plebeus não estão imune ao SPC e Serasa. Mas assim funciona o sistema.





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