quarta-feira, 3 de julho de 2013

Um parlamento de debates, mas com projetos!


Já se foram três meses de uma nova legislatura do Poder Legislativo de Paranaguá e a impressão que temos, assistindo as sessões, é de uma Câmara formada por vereadores reeleitos, acostumados com o dia a dia e sem a motivação do primeiro mandato.

Mas apenas sete vereadores são novatos, estreantes de um cargo que tem a obrigação de fiscalizar o Executivo e criar leis. Durante a campanha, eles prometeram ações e projetos para melhorar a qualidade de vida da população e, no horário político, oficializaram suas intenções e propostas. 

A expectativa dos seus eleitores era que, assim que passassem trabalhar, colocasse em prática tudo o que prometeram. E não só eles, bem como todos os 17 vereadores, inclusive os verdadeiramente reeleitos e os que retornaram.     

Mas não é o que tem ocorrido, pelo menos de fevereiro até abril deste início de mandato. Dos novatos, apenas Adalberto Araújo já desenvolveu um projeto de lei voltado para transparência, o Ficha Limpa. ]

Dos que retornaram, Maranhão e Marcio Costa já trabalham na busca de uma nova Comissão na Câmara e da oficialização da Paixão de Cristo na cidade. Enquanto que dos reeleitos, Ricardo e Nagel já apresentaram projetos de lei. 

O primeiro foi vitorioso com a Repristinação sem que ela precisasse ser aprovada, enquanto Nagel, aproveitou a ideai do ex-vereador Rafinha de 2012 e tenta por fim da dupla função de motorista nos ônibus da Viação Rocio.

Cinco projetos para um total de 17 vereadores é muito pouco quando se gastou mais de R$ 800 mil em salários até agora. Sem dizer que todos eles ganharam seu salário em janeiro, sem precisar trabalhar e tiveram tempo o suficiente para pensar em projetos.     

A grande preocupação dos vereadores, atualmente, é com o tempo de fala no plenário, a briga pelos apartes, a disputa por quem mais errou e já está errando no Executivo e desvios de conduta administrativos. 

É como se a disputa eleitoral ainda não tivesse acabado. 

É preciso que todos entendam que o Legislativo é muito mais que isso e a população precisa que a coisa funcione para que a cidade e a prefeitura possam funcionar.

Precisamos sim de um parlamento com debates, mas de uma forma que sobre tempo para fiscalização efetiva e criação de projetos que façam da vida do parnanguara, um pouco melhor a cada ano. 

E muito disto depende de um legislativo independente, porém, harmonioso entre si e com o Executivo.



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