quarta-feira, 3 de julho de 2013

Roque encerra um ciclo político em Paranaguá




É 1992, ano do elemento água no zodíaco chinês e, mesmo Paranaguá não sendo do continente asiático, as urnas levaram água abaixo com o Vicentismo que dominou a política por 16 anos.

O povo queria mudança, algo novo, mesmo que não fosse da terra de Fernando Amaro e a faixa portuária aportou no cais partidário elegendo Carlos Tortato, iniciando o ciclo dos prefeitos sindicalistas.

O ciclo se completou com a Câmara elegendo Roque como o vereador mais votado na época e assim, Executivo e Legislativo, tinham a hegemonia sindical comandando a cidade.

O trabalhador portuário percebeu a força que tinha e soube capitalizar lideranças e, juntos, evitaram o retorno do Vicentismo com mais uma vitória de Roque, o ciclo é consolidado.

Mas Roque é reeleito, sepultando o Vicentismo mantendo o ciclo no poder. Agora são dois sindicalistas lutando para amarrar a corda no cabeçote do São José. Entre Tortato e Baka, vinga o portuário.

Na disputa pela segunda década de comando da cidade, Roque volta, revigorado, com discurso de diálogo, sozinho e adormece o surgimento de  novos ciclos vindos da juventude.

Mas a ampulheta sindical rompe e quebra, justamente, no melhor momento de quem não foi tão brilhante nos últimos quatro anos, como um raio frustra o continuísmo sindical, Roque morre e leva com ele, o ciclo que consolidou.

É o fim da era dos prefeitos sindicalistas? Não será possível resgatar o carisma e liderança de Tortato? Talvez. Mas a juventude é impetuosa, nocauteada em 2012 apenas dormiu, mas acordará em 2016.

E os sindicalistas terão pela frente a energia de jovens como Pioli, Marquinhos ou Telo, Maranhão, Alceuzinho, Ricardo, Marcio Costa, além de surpresas que podem surgir nos próximos três anos.

Um fato é passível de plena concordância, Roque se foi, mas deixou um legado e um reduto eleitoral que só mesmo os filhos terão como capitalizar em 2016. 

Mas que tenham sabedoria para administrar essa vantagem na família, pois já teve quem não soube e não conseguiu a chegar a lugar nenhum nas urnas até hoje.

Só nos resta esperar os acontecimentos.  

  


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