quinta-feira, 25 de julho de 2013

Príncipe ignora o motim hierárquico de Neverland


E no reinado de Neverland a tristeza se abateu na plebe e, mais ainda, entre duques e lordes que tanto beijavam a mão do saudoso Rei vermelho que se foi precocemente.  Mas a vida continua e o príncipe que comanda a Corte dos 17 parece não ter dado conta.

Protegido no seu castelo próximo das margens do rio que ceifou a vida de tantos carijós e negros escravizados, o príncipe ignora o motim político que tomou conta das diversas clãs que ajudavam o rei vermelho comandar Neverland.

Neste motim, encabeçado pelo fiel escudeiro que havia abandonado a arena e, de sobressalto, se viu, novamente, gladiador, generais de outras batalhas estão emprestando sua espada e experiência de combate e se preparando para as próximas batalhas no reinado.

Mesmo ciente da força emocional que o rei vermelho deixou como herança, o príncipe não se dá conta que as peças do xadrez já estão sendo mexidas pelo gladiador e seus generais, muitos deles, exímios estrategistas e com forte identidade junto aos plebeus.

É preciso que os fiéis escudeiros espantem as moscas tsé-tsé que rodeiam o castelo do príncipe e o fazem não perceber o que está ocorrendo no reinado de Neverland. Até porque num jogo de xadrez é preciso prever a as jogadas que estão por acontecer, senão o xeque mate é inevitável.

Coisas que acontecem só mesmo em Neverland.

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