quarta-feira, 5 de dezembro de 2012


ENTREGA DAS CASAS ERA 
PARA DEZEMBRO


Sem trabalhadores, obra das casas no Batel é o retrato do desperdício e incompetência

Faltando um mês do início da construção das 53 casas para famílias desabrigadas da chuva de 11 de março, feita pelo secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, o canteiro de obras está sem trabalhadores e materiais de construção abandonados e espalhados por todos os cantos em Antonina.
Sem tapumes e com acesso para quem quiser entrar, o Projeto Habitacional Campo do Batel, uma parceria que envolve o Governo do Estado, através da Cohapar e Copel e o Governo Federal, através do Ministério da Integração Social.  
As casas fazem parte do Programa “Morar Bem Paraná – SOS Litoral”, do Governo do Estado e envolve recursos na ordem de R$ 4,5 milhões e fazem parte de um pacote total de 88 unidades que seriam construídas, em duas etapas, para atender às vítimas das fortes chuvas do ano passado.
De acordo com reportagem veiculada na Agência Estadual de Notícias no dia 11 de março deste ano, a primeira fase que compreende as atuais 53 unidades ao custo de R$ 2.284.340,82 deveriam ser entregues no segundo semestre deste ano, ou seja, até o final de 2012. Este prazo não é possível cumprir, uma vez que a construção está paralisada. Não tem nenhum trabalhador em atividade no canteiro de obras. 
A reportagem do JB esteve no local e constatou que até mesmo argamassa pronta para uso foi abandonada e chegou ao ponto de empedrar. Areia de construção estão espalhadas, da mesma forma que tijolos, ferro para armação e telhas, muitas delas, quebradas.
Algumas unidades estão adiantadas e outras não possuem sequer o reboco nas paredes. As casas que possuem 43,75 m² e 48,19 m², apresentam uma arquitetura diferenciada e que vai contra o projeto original que contemplaria as necessidades dos deficientes físicos e seriam adaptadas. Todas as portas de entrada possuem escada com degraus, sem rampa.
  De acordo com informações dos vizinhos o constante “troca troca” de empreiteiras na execução desta obra é a principal culpado da obra não seguir o cronograma estabelecido.  
Nesta semana o JB fará contato com a Cohapar para saber os motivos pelo qual a obra está paralisada e quando as pessoas irão receber as chaves de sua residência. 

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