segunda-feira, 26 de novembro de 2012


ILHA DO FAROL

Condôminos cobram saída da síndica e devolução do dinheiro gasto irregularmente

Situação no conjunto é resumida na frase da moradora, Geórgia Cristina Souza Nunes, que disse ao receber as chaves do seu apartamento em agosto do ano passado que era uma - vitória com sabor de mel – “o sonho está virando um pesadelo”.
        
         Uma cerca elétrica sem energia, um poço para água que não funciona e um bicicletário de quase R$ 11 mil que precisa ser demolido, vidros de porta sem reposição e até luz cortada por falta de pagamento.
Estas são algumas das denúncias que pesam contra a síndica do Conjunto Ilha do Farol do Programa Minha casa, Minha Vida, Amanda Berlim Prudlik, feitas por alguns condôminos revoltados com a situação e cobram sua renúncia e devolução do dinheiro gasto de forma irregular e sem responsabilidade.  
         Sem diálogo com a síndica, os moradores chamaram a reportagem do JB no domingo para fazer as denuncias e mostrar a situação do conjunto na gestão de Amanda Berlim.
         Moradora no conjunto desde outubro do ano passado, Gislaine Fernandes da Conceição, teve acesso a prestação do mês de setembro de 2011 e ficou perplexa com o volume de gastos executados, em razão de ainda serem poucos os moradores no conjunto na época.
Ao checar a prestação de contas, Gislaine e os demais moradores presentes na reportagem encontraram despesas consideradas suspeitas, como compra de materiais de limpeza e higiene realizada na cidade de Pontal do Paraná. Encontraram ainda abastecimento de um veículo na mesma cidade. Outro gasto considerado suspeito pelos condôminos foram recargas para aparelhos celulares da síndica e do seu marido.
Segundo os moradores, Amanda Berlim foi colocada como síndica pela Caixa Econômica federal (CEF), depois de uma votação feita pelos moradores onde ela ficou em 2º lugar.
Moradora no conjunto desde o dia 4 de outubro, Geórgia Cristina Souza Nunes, que participou da solenidade de inauguração do conjunto realizado no dia 26 de agosto e, em nome dos condôminos disse, emocionada, ao receber as chaves que se tratava de “uma vitória com sabor de mel”, se referindo a conquista do sonho da casa própria. Presente na reportagem, a frase de Geórgia, diante de tantos problemas, hoje, é outra; “o sonho está virando um pesadelo”.
Geórgia conta que passado três meses leu todo o livro da CEF sobre o regulamento de se viver num condomínio e descobriu que do 10º ao 14º dia do mês a síndica teria que fazer uma prestação de contas aos moradores. “Passou três meses e fui com Andresa questionar a síndica sobre a prestação de contas e foram recebidas com pouco caso pelo marido da síndica. “Querem prestação de contas?... risos”, debochou o marido de Amanda.
Andressa disse ainda que, sem autorização dos moradores, da noite para o dia foram retirados os postes de energia que estavam no meio do estacionamento e o parque.
A moradora Gislaine denunciou ainda que o bicicletário construído por R$ 10,600,00 terá que ser demolido, segundo informações da prefeitura, por ter sido construído de forma errada.
Outro morador, o funcionário público,  Vanderlei Bonvakiades, disse que a cerca elétrica que tem um custo de manutenção de R$ 1.500,00 não está energizada e, há três meses, a síndica não faz a reposição de vidros de duas portas de acesso aos blocos no conjunto. Ao cobrar da síndica, ela disse que só trocará os vidros se sobrar dinheiro.  
Os moradores denunciam ainda que a síndica deixou a conta de luz sem pagar três meses (agosto, setembro e outubro) e foi cortada recentemente. “Não existe reunião de condôminos. Em um ano foram feitas duas reuniões pela CEF”, diz Gislaine.
Vanderlei Bonvakiades disse que Amanda ia renunciar ao cargo de síndica no dia 15, mas por causa da Festa do Rocio deixou para o dia 16, porém, foi parar no hospital e não mais se falou sobre o assunto. O funcionário público disse ainda que soube através de um colega de trabalho que o FGTS dos seis funcionários (quatro porteiros e duas serventes) não foi depositado e o condomínio não tem dinheiro para pagar o 13º dos seis.
Os moradores que pagam o valor de R$ 111,00 de condomínio até o dia 10 e com desconto se pagarem antes desta data, souberam que Amanda queria aumentar o valor para R$ 180.
Outra decisão tomada de forma isolada pela síndica, segundo Gislaine, foi a contratação da Assessoria de Cobrança. A moradora explica que a Siscom repassa o valor integral do condomínio dos 192 moradores, mesmo que receba ou não e depois cobra dos moradores com juros abusivos.
         Diante de todos esses problemas, os moradores cobram sua saída do cargo, mas antes exigem uma prestação de contas completa e a devolução de todo dinheiro gasto de forma irregular e sem responsabilidade, como no caso do bicicletário.
         A reportagem do JB fez contato com a síndica e deu a oportunidade para ele se manifestar sobre estas denúncias até o fechamento desta edição, o que não aconteceu. Porém, assegurou a Amanda Berlim o direito de se manifestar sobre todas as denuncias na próxima edição de terça-feira. 

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