quinta-feira, 15 de março de 2012

PLURALIDADE SINDICAL



Sindicap E Sismup barram tentativa
da UGT/Litoral invadir base sindical



A tentativa de dividir a categoria criando novos sindicatos na mesma base territorial, essência de quem investe na pluralidade sindical, feita pela central sindical União Geral dos Trabalhadores (UCT) do Litoral foi barrada pelo Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários e Anexos de Paranaguá (Sindicap) e pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Paranaguá (Sismup) nas cidades de Paranaguá e Antonina.

A tentativa de invasão das bases sindicais do Sindicap e do Sismup ocorreu de forma simultânea, no dia 30 de janeiro, em diferentes horários, mas pelas mesmas lideranças sindicais, o presidente da UGT Regional Litoral, Jaime Ferreira dos Santos e o Secretário Executivo da UGT Paraná Yuri Guermann Ribeira Nunes.

No caso do Sindicap, Jaime e Yuri, tentaram fragmentar a categoria em Paranaguá e Antonina, fundando o que seria o Sindicato dos Trabalhadores Condutores de Veículos Motonetas e Motocicletas do Litoral do Estado do Paraná, categoria representada pelo Sindicap em ambas as cidades.

Para frear a invasão de mercado, o Sindicap contou ainda com o apoio e a presença na cidade do presidente da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Paraná (Fetropar), Epitácio Antonio dos Santos.
De acordo com Josiel Veiga, presidente do Sindicap, este tipo de atitude não é esperada por quem conhece a essência do sindicalismo, que é a união e não a fragmentação dos trabalhadores.

Surpreendidos pela presença dos dirigentes, os mesmos alegaram que havia um erro no edital e que a assembléia não seria realizada, pois, na verdade, o sindicato fundado seria o Sindicato dos Motociclistas Autônomos.
Indignado com a atitude, o presidente da Fetropar, disse que ficou clara a má intenção dos presentes; "sem a nossa presença, eles teriam conseguido algumas assinaturas para realizar a fundação".

Um “Sismup” de Antonina


Na cidade de Antonina, além da tentativa de montar um novo sindicato na área de abrangência do Sindicato, a diretoria da UGT/Litoral tentou criar o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Antonina. Porém, alertado, o presidente Rogério José Lisboa, com apoio da diretoria do Sindicap, estiveram presentes no local marcado para fundação do sindicato.

Antes mesmo da abertura dos trabalhos, Rogério Lisboa, detectou diversas irregularidades, além da invasão da base territorial. Irregularidades burocráticas, porém, obrigatórias para criação de uma nova entidade.

O presidente estranhou o fato do edital de convocação marcar a fundação do sindicato numa área rural, o bairro Pinheirinho, distante do centro da cidade e num horário onde os servidores estariam trabalhando. Na primeira convocação marcada para às 13hs30, o servidor que assinou o edital e fez convocação não se encontrava presente e chegou faltando cinco minutos para a segunda convocação que seria ás 14 horas.

O servidor que entrou no quadro funcional da prefeitura poucos mais de seis meses, teve menos de 15 pessoas no local, quando o efetivo municipal é superior a 800 servidores. Entre os presentes, informou Lisboa, havia parentes do servidor que convocou a assembleia de fundação.

Para se assegurar de legalidade, o presidente do Sismup levou um cartorário para oficializar tudo o que ocorreria na assembleia, uma vez que estava sendo feito um ato ilegal. De acordo com Lisboa, o Sismup representa os servidores antoninenses e possui, inclusive, uma subsede na cidade.

O sindicato é representado em Antonina peso servidor Jose Alves da Rosa que ocupa p cargo de 2º secretário no Sismup. Mesmo depois de explicar a irregularidade do que estava sendo feito e com a saída do local dos dirigentes da UGT/Litoral, o servidor antoninense prosseguiu na fundação do sindicato, sem atender os tramites exigido pela lei.

Na saída da assembleia, os diretores do Sismup e assessoria jurídica foram surpreendidos pela presença de viaturas da Polícia Militar que se deslocaram até o local em razão de uma denuncia feita pelo presidente da UGT do Paraná, Paulo Rossi, que segundo as lideranças sindicais, sequer esteve na assembleia.
Explicado aos policiais, o que estava ocorrendo, todos retornaram para Paranaguá.

A denuncia chamou a atenção de Lisboa que observou no Boletim de Ocorrência que o próprio presidente Paulo Rossi informa a delegacia que o Sismup representa todo o litoral, no caso a cidade de Antonina e não entendeu porque seus dirigentes regionais tentaram abrir um sindicato em sua base.

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