sábado, 17 de setembro de 2011

Semáforo é tudo igual?


Na pequena cidade paulista de Monte Aprazível, cuja população é menor que o número de moradores residentes na Ilha dos Valadares, em julho do ano passado, o Ministério Público instaurou inquérito civil para apurar a possível fraude na licitação para compra de apenas dois semáforos.

Na época um vereador denunciou ao MP suposto superfaturamento na compra dos equipamentos pelo município por R$ 69,5 mil quando, na verdade, custariam R$ 14,7 mil cada um.

Passado um ano deste fato que não sabemos como terminou, nossa prefeitura abre licitação para compra de 12 semáforos, pelo que informou na imprensa, trazendo no edital que o preço dos equipamentos custará a bagatela de R$ 1.368.234,00, o que significa o custo de R$ 114.019,50 por cada semáforo.

Ou seja, pouco mais de 100 mil reais do custo do equipamento denunciado em Monte Aprazível, cidade que fica no maior estado brasileiro onde as opções de compra são diversas.

Não se pode afirmar que está havendo superfaturamento dos semáforos que serão comprados pelo prefeito José Baka Filho (PDT). Mas não se pode ignorar esta diferença no equipamento comprado pela pequena prefeitura paulista, onde pesa a suspeita de ter pago R$ 69,5 mil por semáforo, ainda sim R$ 34 mil a menos que o valor que será pago pela nossa prefeitura. E assim termos a

Vale dizer que da mesma forma que em Monte Aprazível aqui temos um Poder Legislativo e Ministério Público para acompanhar esta situação e garantir a idoneidade da atual administração levantando custos, pagamentos, licitação e entrega dos semáforos, na eventualidade que o preço de mais de R$ 114 mil de cada equipamento seja mesmo o valor correto a ser comprado pela prefeitura. Então saberemos a resposta para seguinte pergunta: semáforo é tudo igual?

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