quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Risotolândia substitui SP Alimentação e já surge denuncias da merenda escolar


Depois de escapar ilesa de cinco tentativas de abertura de Comissão Especial de Investigação (CEI) de supostas irregularidades no fornecimento da merenda escolar, a prefeitura de Paranaguá trocou a SP Alimentação pela Risotolândia Serviços de Alimentação que fornece 160 mil refeições para crianças nas cidades dos estados do Paraná e Santa Catarina.

Depois de vencer a concorrência pública a Risotolândia está servindo a merenda escolar na rede municipal de ensino desde o dia 18 de julho. Porém, no mês passado, uma denuncia levou o vereador Rafael Gutierres Junior (PDT) da Comissão de Educação, Saúde, Assistência Social e Meio Ambiente da Câmara de Vereadores até duas escolas da rede pública para checar o fornecimento da merenda.

Mesma atitude foi feita no inicio do ano passado no CAIC Heitor Vila Lobos pelos vereadores da Comissão de Educação, Saúde, Assistência Social e Meio Ambiente, Rafael Gutierrez Junior (PDT) e Marquinhos Roque (PMDB) e da Comissão de Obras, Serviços Públicos, Habitação e Desenvolvimento Urbano, Eduardo Francisco de Oliveira (PSDB) e Benedito Nagel (PDT) que constaram algumas irregularidades e tentaram investigar a SP Alimentação através da abertura de CEI que foram frustradas pela bancada de apoio do prefeito licenciado José Baka Filho (PDT) no Legislativo.

Desta vez, o vereador Rafinha Gutierres observou inovações no sistema de fornecimento da merenda aplicada pela Risotolândia, através de cartões coloridos entregues aos alunos, um vermelho para refeição inteira e outro verde para repetição. Encerrado os cartões os alunos não podem mais comer. E, segundo apurou o vereador, as sobras de alimento são jogadas no lixo. Rafinha tomou conhecimento ainda que professores e funcionários estão proibidos de lanchar pela empresa.

Porém a informação que surpreendeu o vereador foi de que a empresa pretende reduzir quantidade de merenda servida, sob a alegação que os alunos estão “obesos”. O vereador questionou esta decisão, uma vez que a Risotolândia não realizou nenhum levantamento médico na rede escolar para chegar a esta conclusão. Rafinha disse que irá visitar a empresa para checar estas denuncias.

Risotolândia nega denuncias

A reportagem do JB procurou a empresa para saber a versão sobre estas denuncias e falou com a jornalista Adriane Werner da Assessoria de imprensa da Risotolândia que desmentiu todas as denuncias.

A jornalista que possui um site de trabalho (www.adrianewerner.com.br) informou que o prazo contratual é de um ano 12, podendo ser renovado por iguais períodos, limitado a 60 meses. Disse ainda que os números médios de atendimentos de hoje estão em cerca de 26 mil merendas/refeições por dia, entre desjejuns, lanches, merendas e almoços.

Este número não é o mesmo que consta no seu site que informa serem servidas, diariamente, cerca de 23.500 refeições, entre café da manhã, lanches e almoços. Uma diferença mensal de 2.500 refeições que totalizarão 30 mil refeições ao final do primeiro ano de contrato.

Sobre o sistema de cartões para merenda, a jornalista disse que foi implantado pela empresa somente com o intuito de manter um padrão para controle de refeições e repetições servidas. Segundo ela, o contrato prevê dois valores para cobrança onde o valor fixo da refeição é R$ 1,57 e, para a repetição, o valor é cobrado a metade do preço, ou seja, R$ 0,785.

“As porções servidas para as crianças são determinadas de acordo com as suas necessidades e a criança tem liberdade em realizar as repetições”, explica a jornalista. Quanto a denuncia do consumo de refeições por educadores, a jornalista informa que aqueles que trabalham em horário de almoço nas escolas integrais e centros de educação infantil consomem a mesma alimentação oferecida aos alunos.

A jornalista desmentiu a denuncia da redução na quantidade da merenda servida. Ela garantiu que não existe esta intenção. “As porções são servidas de acordo com o estipulado em contrato, e ainda o que o contrato prevê é o servimento de refeições/merendas especiais para alunos/crianças que necessitem, de acordo com recomendação médica”, argumenta Adriane Werner que também lembrou que a prefeitura só paga por merendas servidas e consumidas pelos alunos.

“A quantidade de merenda produzida é pelo número de alunos presentes, se existe eventuais sobras, não são cobradas. Estas sobras, de acordo com lei específica, para tal da Vigilância Sanitária tem todo uma tratativa que prevê este descarte, ficando este eventual custo de descarte sob nossa responsabilidade e ônus”, finalizou a jornalista.

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