quarta-feira, 28 de setembro de 2011

DESDE 2007 - Sem armas guardas municipais continuam trabalhando indefesos



No dia 13 de julho o site da prefeitura de Paranaguá veiculou uma reportagem sob o título “Guarda Municipal começará a usar armas elétricas nas próximas semanas” onde trazia uma enorme foto do inspetor Wilson empunhando uma arma elétrica Taser, não letal, de um lote contendo 35 que já estavam em poder da Secretaria Municipal de Defesa Social.

Passadas 10 semanas desta informação e, até o momento, toda corporação da Guarda Municipal continua trabalhando indefesa e desarmada. Nenhuma das 35 pistolas Taser da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) chegou às mãos dos servidores que trabalham na área de segurança pública.

A reportagem trouxe ainda a informação que a prefeitura havia solicitado curso por parte de policiais da Força Nacional para que os guardas municipais pudessem começar a usá-las. Paralelo a esta iniciativa que ainda não deu resultados práticos, no inicio do mês passado, a prefeitura abriu licitação para contratação de empresa para prestação de serviços de avaliação psicológica para concessão de porte e manuseio de arma de fogo para os guardas municipais.

A reportagem do JB questionou a prefeitura sobre o curso para saber quando o curso iria começar entre outros questionamentos, mas a prefeitura, através da Assessoria de Imprensa, limitou a repassar a mesma resposta pronta que tem enviado para os últimos pedidos de informação do JB: “as respostas solicitadas serão encaminhadas em momento oportuno”.

A reportagem falou ainda com o Secretário de Ação Social, Paulo Nascimento, que se propôs a responder aos questionamentos, mas este também não deu nenhum retorno até o fechamento desta edição. Vale dizer que o uso das pistolas não letais, Taser, foi alvo de reportagem do site da prefeitura no dia 23 de setembro de 2010, informando que a cidade seria contemplada com equipamentos do Ministério da Justiça, no caso a doação de 50 pistolas de Taser, que seriam adquiridas pelo Ministério da Justiça e doadas ao município, sem a necessidade da celebração de convênio.

Passado quase um ano desta reportagem, a prefeitura está com 35 pistolas na Secretaria de Ação Social, nenhuma delas sendo usadas pelos 228 membros da corporação.

4 anos sem porte de arma

Uma situação ocorrida no Terminal de Ônibus envolvendo um guarda municipal e um policial acabou resultando na perda do porte de arma pelos guardas municipais em 2007.Nestes quatros anos desarmados, passou pela antiga secretária de Segurança, hoje, Defesa Social, o vereador Cleodinor da Costa (PP) e atualmente Paulo Nascimento.Todos eles, mais o prefeito José Baka Filho (PDT) se mostraram incompetentes para trazer de volta armas para os coldres dos guardas municipais. Enquanto isso, guardas municipais, a maioria pais e mães de família, têm enfrentado o dia a dia de trabalho desarmados.

Recentemente, armado apenas com um tonfa, o guarda municipal Aldeci Alexandre, foi vítima da violência de um bando de marginais no exercício de sua função no Terminal Urbano. Desarmado por um dos adolescentes, Aldeci acabou parando no hospital, salvo pela intervenção de uma pessoa que foi em seu socorro no local. As câmeras de monitoração da Viação Rocio registraram toda agressão e os infratores foram presos pela polícia. Fato que não teria ocorrido se o guarda municipal estivesse usando arma, como ocorria na gestão do ex-prefeito Mário Manoel das Dores Roque (PMDB).

Nos questionamentos feitos para prefeitura, o JB questionou quando as armas voltariam aos coldres municipais ou iniciaria o uso das armas não letais (Taser), mas nem prefeitura e nem o secretário de Defesa Social, Paulo Nascimento, não deram nenhum retorno.

Pistola Taser

Com aceitação maciça da sociedade, a pistola Taser tem mira laser, o que diminui sobremaneira a possibilidade de erro e por si só é um poderoso instrumento de imposição e respeito à autoridade. A imobilização de qualquer transgressor é instantânea, não causando danos à saúde, podendo assim o guarda municipal algemar o criminoso e levá-lo preso sem dificuldades. Os cartuchos não são contaminantes, tóxicos, poluentes, inflamáveis ou explosivos.

A bateria é recarregável, gerando energia suficiente para 100 disparos, que tem cada um a velocidade de 60 metros por segundo, já que possui sistema de propulsão com nitrogênio comprimido. Arma e cartucho possuem número de série na parte externa e interna.

A pistola armazena memória digital interna, possibilitando acessar dados como data, horário e duração dos últimos disparos, com Data Kit, interface que possibilita passar informações da Taser para um computador, podendo ser acessadas, mas não apagadas. O cartucho contém também confetes identificadores com número serial, que quando deflagrados são liberados na cena do disparo.

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