quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Carnaval 2011 - Arquibancadas pagam até alimentação para Polícia Militar e Guamupa diz AESP


A cobrança do uso das arquibancadas pela prefeitura, Fumtur e AESP, adotada no carnaval do dos dois últimos anos, retirou da prefeitura a responsabilidade de arcar com despesas que sempre couberam ao Poder Público.

Um acordo firmado entre a prefeitura, Fundação Municipal de Turismo (Fumtur) e Associação das Escolas de Samba de Paranaguá (AESP) retirou de alguns parnanguaras o conforto de assistirem aos desfiles de carnaval das arquibancadas montadas ao longo da Avenida Almirante Maximiano da Fonseca, a Avenida do Samba, em Paranaguá.

Nos dois últimos anos, este acordo fez com que o carnaval ganhasse estrutura de arena e o direito de usar a arquibancada para assistir a mais tradicional festa pública do país tivesse um custo para população. No primeiro ano o valor foi R$ 1 e, neste ano, R$ 2.

Com capacidade para 5.200 pessoas sentadas, este ano, segundo a presidente da AESP, Tenile Cibele do Rocio Xavier, as arquibancadas tiveram uma lotação de 4.250 pessoas por dia de desfile, informação que não coincide com a superlotação registrada pelo JB das arquibancadas, na cobertura feita nos dois dias de desfile, mesmo com chuva que caiu no sábado.

As 8.500 pessoas resultaram uma arrecadação de R$ 17 mil que, segundo a AESP, foram usados para pagar as despesas que por décadas foram arcadas pela prefeitura, mesmo com fornecimento de estrutura de arquibancadas. A presidente Tenile Xavier informou que este recurso foi usado para pagar o cachê dos jurados (R$ 4.000,00), seguranças (R$ 6.750,00), pessoal de apoio (R$ 1.500,00) e alimentação para pessoal de apoio, Polícia Militar e Guarda Municipal (R$4.750,00).

A presidente informou ainda que a AESP é uma entidade sem fins lucrativos e, nesta condição, não tem a necessidade do pagamento de impostos do valor arrecadado.
Vale dizer que o JB defende o fim desta cobrança a partir do próximo carnaval, uma vez que as despesas pagas com o valor arrecadado sempre foram arcadas pela prefeitura, exceto na alimentação paga aos policiais militares e guardas municipais que não se sabe que elas sempre foram custeadas ou tiveram inicio a partir da cobrança das arquibancadas.

A reportagem do JB que teve que oficializar o pedido de informações para que a AESP pudesse fazer esta prestação de contas que deixou de informar detalhes como número de seguranças e quantidade de pessoal de apoio contratados e quantidade de alimentação servida para seguranças, pessoal de apoio, policiais militares e guardas municipais esperou três semanas para ter acesso às informações. No dia 18 do mês passado, a presidente tinha passado de forma não oficial que o valor arrecadado havia sido em torno de R$ 13.400,00 nas arquibancadas, uma diferença de R$ 3.600,0 quase o valor usado para pagar o cachê dos jurados.

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