sexta-feira, 1 de abril de 2011

Diploma garante canudo e não competência



Nesta semana comentei sobre a notícia da vinda de Pelé e Zico para cidade pela Fundesportes e fui sarcástico como é minha característica diante de minha incredulidade do fato e se criar uma expectativa na cidade para chamar a atenção sobre um evento, segundo meu entendimento. E assim creditei à possibilidade da ingenuidade ou inexperiência administrativa de Fabiano Elias a frente da Fundesportes por estar iniciando um trabalho.

Fiz o comentário por acreditar cegamente na fonte da informação, o programa e a rádio que mais ganharam prêmios de melhor do ano, o Troféu Imprensa de Paranaguá evento que realizo todos os anos com minha filha Jéssica. Mas como entendimento, às vezes, não é fácil para muitas pessoas, Thiago e Priscila vestiram uma carapuça que não era deles e criticaram este jornalista. E mais, além de não entenderem que a critica não foi direcionada a eles, também não entenderam o foco, que foi bem simples: a incredulidade do fato e não o merecimento da visita. E, baseado no que entenderam criticaram este jornalista, alegando, entre outras coisas a questão do diploma.

Assim tive que ouvir comentários sem nenhuma consistência e revestidos de preconceito e uma prepotência profissional que chegou dar dó entre os jornalistas profissionais diplomados, Priscila Mello e Thiago Campos tendo como assunto; crítica aos jornalistas profissionais não diplomados. Ou seja, o meu caso e de grandes profissionais da ativa como Flávia Adans, Hedran Gebran, Marcio, Erick, Christian Barbosa, Edye Fernandes, Flavio Petruy, Kadu Moccia, Celso Chichorro, Mario Mickoz, Ilio Venet, José Roberto Affolter, Larry César, Mauro Junior, Valdinei Garcia, Edi Spinelli, Ciro Gimenes (O chefe de Priscila e Thiago), Clarício Correia, Mura Mura, Ceres Martins, Mozart de Moura, entre outros. Isto sem citar os brilhantes profissionais que já partiram e deixaram saudades como Antonio Pioli, Hermínio Barroco, Gilberto Chaiben, Ludovico Mickoz, Maneco do Diário do Comércio, Eros Gutierres e Airton Poli (foto), a quem tive o prazer e o orgulho de homenagear no Troféu Imprensa 2010.

Antes de entrar no assunto quero dizer que acho válida a busca pelo diploma e respeito todos aqueles que conquistaram ralando por quatro anos na faculdade, mas pelo jeito respeito profissional não está sendo ensinado nas faculdades de jornalismo.

Nunca me incomodei com esta situação porque comecei dois anos antes da obrigatoriedade do diploma para o exercício profissional que aconteceu em 1979 e aprendi a trabalhar fazendo e não estudando. Peguei a época do chumbo da linotipo, da foto via clichê, da impressora manual e da paginação feita letra a letra no título. Coisas que Priscila e Thiago jamais viram.

Não tenho e nunca tive nenhuma vergonha de assumir minha condição de jornalista profissional não diplomado. Teria sim se nesta condição não tivesse obtido, na profissão, conquistas que ainda não vi jornalista diplomado conseguir, como assessoria de imprensa de deputado na Assembleia Legislativa do Paraná, fruto do trabalho de assessoria de imprensa da campanha vitoriosa; reconhecimento como melhor jornalista da cidade por diferentes institutos de pesquisas por oito anos; produzir seis matérias que viraram pauta da RPC e deram repercussão estadual; integrar a quase 10 anos ininterruptos a redação do único jornal diário da região, a Folha do Litoral, entre outras ações.

Não gosto de citar este tipo de coisa, mesmo porque foi a primeira vez que o fiz. Não tenho nenhuma vaidade profissional e procuro fazer bem o que faço visando duas coisas; valorização profissional (bons salários) e resultado positivo final da matéria (a população). Mas hoje ouvindo os comentários arrogantes e sarcásticos vi que precisava escrever algo em defesa dos jornalistas profissionais não diplomados que atuam na cidade. A paciência esgotou.

Acho que o respeito profissional é bem mais do que uma questão de ética e sim de educação e ninguém trabalha para se achar bonito e popular na TV, nas rádios e nos jornais e sim para tentar sobreviver num mercado de trabalho que não existe apenas a 31 anos que é tempo da obrigatoriedade do diploma para exercício profissional. E que, hoje, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) derrubou em todo o país, certamente por motivos reais.

Por isso convém parar com este papo furado que não convence mais ninguém. Os jornalistas não precisam provar a si mesmo o quanto são bons, quer os diplomados e os não diplomados, e sim para quem trabalham ou para os leitores e anunciantes através de seus próprios veículos. Ou seja, aqueles que ainda os têm. Até porque só se estabelece no mercado quem tem competência. E tem mais, em toda e qualquer profissão diploma garante apenas canudo e não competência.

Espero que os dois profissionais de imprensa me perdoem por este desabafo que estava entalado na garganta tem uns cinco anos, tempo que passei ouvir a arrogância profissional de alguns jornalistas diplomados e de algumas pessoas de pouco cérebro, em detrimento dos não diplomados. Eles sabem de quem falo.

Segue ainda um texto sobre este assunto do jornalista, publicitário e escritor em São Paulo, Engel Paschoal e um pouco da vida de Juca Kfouri, um jornalista não diplomado respeitado em todo Brasil.

Gilberto Fernandes
Jornalista profissional não diplomado


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