domingo, 20 de março de 2011

As melhores da FU

Festa popular para quem paga R$ 2
Ontem ouvindo o prefeito falar do carnaval na rádio Litoral Sul FM, vi com preocupação uma das novidades que ele pretende implantar no seu último carnaval que será o aumento do espaço para o público em 2012. Ou seja, para cobrança dos R$ 2,00 do povão. Sempre fui e ainda sou radicalmente contra a cobrança deste ingresso para o parnanguara assistir ao carnaval numa arquibancada paga com dinheiro público. Além de proibir o acesso do povão que paga, com refrigerantes e lanches. Para 2012, independente de ampliada ou não a área de arquibancada, vou questionar na justiça a legalidade desta cobrança e a delimitação da área de desfile, tentar fazer com que esta festa popular, cuja estrutura é paga com dinheiro público, volte ser vista pelos parnanguaras de graça. Promessa deste jornalista que não será candidato a nada em 2012.


Mais segurança em 2012

Outra novidade que o prefeito pretende implantar é o aumento na segurança para os foliões na Avenida do Samba. Esta sim, muito bem vista por este colunista porque abusar da estrutura de segurança é um bom exagero de ser investido. Apesar de o prefeito não ter citado a Policia Militar em sua reportagem na Litoral Sul FM e direcionar sua atenção ao trabalho dos guardas municipais, é bom que se diga que o time do 9º Batalhão da Polícia Militar fez um trabalho perfeito na Operação Carnaval (foto). Sem problemas e com uma atenção 100% voltada ao público e foliões. Assim sendo, caso seja aumentado à área de segurança pela prefeitura, aliado ao trabalho da Polícia Militar teremos um carnaval mais seguro em 2012. Esta novidade vale a pena ser implantada.

Haverá prestação de contas?
Com um aumento de 100% do carnaval de 2010 para este ano, a cobrança do ingresso para assistir a maior festa popular do país implantada nesta gestão, fico imaginando quanto arrecadou a Associação das Escolas de Samba de Paranaguá (Aesp) durante os dias de desfile? De acordo com o amigo Gerson França, essa grana toda paga segurança, água mineral e lanches para policiais militares, guardas municipais, pessoal da saúde, cachê (R$ 150 por cabeça), alimentação e hospedagem dos jurados entre outras coisitas mais. Só que a AESP tem que prestar contas deste dinheiro e não consigo imaginar como é possível fazer isso. Existe alguma fiscalização da venda? O bilhete é numerado? Até porque não existe catraca numerada para acesso. Por isso, gostaria muito de saber como é feita esta prestação de contas e qual o valor arrecadado neste carnaval. Se é que essas informações não são sigilosas. Assim sendo com a palavra a Aesp. Vou aguardar.


Sentar como para aguardar o ônibus de R$ 2,50?

Um colega de redação fez este flagrante e fiquei pensando na triste situação da moça (foto) que aguarda o ônibus da passagem de R$ 2,50 (a mesma cobrada na grande Curitiba). Não bastasse a fortuna que terá que desembolsar para os cofres da Viação Rocio para andar poucos minutos de ônibus; não bastasse a ameaça de chuva e a certeza que neste ponto “novinho em folha” vai tomar um banho daqueles de ficar gripada; não bastasse a demora que normalmente as linhas têm proporcionado; a moça ainda tem que esperar de pé porque o moço resolveu tirar uma soneca no banco do ponto. Certamente pela ressaca ainda não curada do carnaval. É nessa hora que a gente avalia a qualidade de vida dos parnanguaras.

Comerciantes não, urubus
Eu que pensava que existiam apenas aves de rapina voando pelo céu, constatei que têm alguns sem asas e sem bico se disfarçam de comerciantes e estão faturando com a catástrofe causada pelas chuvas. Uma vergonha e um desrespeito com o desespero das pessoas. Digo isso, porque alguns canalhas da caixa registradora super faturaram o preço da água mineral se valendo do desespero das pessoas em garantir água para suas famílias. Esses não podem dizer que são comerciantes e sim verdadeiros urubus com CNPJ. Felizmente não são muitos inescrupulosos que estão aproveitando o momento, porque, a grande maioria, dos comerciantes se sensibilizou e está ajudando as pessoas. Um exemplo que merece ser registrado e copiado é da Mercearia Orly no Jardim Guaraituba, cujo proprietário liberou uma torneira do seu poço artesiano para quem precisasse de água no domingo.


Lavacar e “lavacar”
Para encerrar falando sobre esta tragédia ouvi o alerta no programa da rádio Litoral Sul FM sobre a proibição de trabalho do lavacar. E mais ainda, o apelo para que ajudem as pessoas com sua água de poço artesiano. Até aí tudo bem. Mas é preciso separar as coisas, existem lavacar de propriedade dos postos de gasolina que podem se dar ao luxo de parar de trabalhar pelo período que necessitarem. Mas existem também lavacar de pessoas que vivem exclusivamente da lavagem dos carros. Alguns possuem funcionários (a maioria de forma informal) que necessitam deste trabalho para sustentarem suas famílias. E daí, como fica?É só simplesmente mandar fechar e pronto. Vale dizer que um dos lavacar que foi mandado fechar está abastecendo moradores um prédio vizinho inteiro. Ou seja, já estava fazendo sua parte e, nem por isso, precisaria parar de trabalhar. É preciso que as autoridades disciplinem esta proibição e digam quando e de que forma os lavacar podem funcionar.


“Qualidade” do ônibus de R$ 2,50
Recebi uma foto enviada por um usuário da linha da Vila Garcia que costuma pegar o ônibus bi articulado da Viação Rocio e, desta vez, fiquei surpreso. Na foto um buraco enorme (foto) na parte sanfonada do ônibus que tanto prefeitura, como a própria empresa enchem a boca para dizer da enorme qualidade. Fico imaginando este ônibus lotado em pleno horário de pique e numa chuva daquelas da gente andar de caiaque no centro da cidade. Os usuários acabam pagando a fortuna dos R$2,50 da passagem e ganham um banho de graça antes de chegar em casa com a chuva entrando pelo buraco. Isto se este buraco não romper e resultar numa tragédia separando o ônibus em dois. A propósito, não tem ninguém para fiscalizar as condições do ônibus? È preciso este jornalista divulgar esta situação para que se saiba deste buraco?

CEI não sai
Falando em Viação Rocio a empresa suspirou aliviada depois da votação para instauração de uma Comissão de Especial de Investigação (CEI) sobre a passagem de ônibus. Por cinco votos contrários contra quatro favoráveis, a CEI não saiu e a apuração sobre a tarifa vai ser feita pelas vias normais, através da Comissão de Comissão de Obras, Serviços Públicos, Habitação e Desenvolvimento Urbano, formada por Marquinhos Roque, Nagel e Sandra do Dorinho. Ou seja, um problema que poderia ser resolvido a jato, agora, será discutido a passos de tartaruga. Com esta da Viação Rocio já são sete CEIs rejeitadas pela bancada de apoio do prefeito contando com as cinco da SP Alimentação e uma da Fundesportes. O movimento estudantil que, felizmente, voltou renasceu mais forte que a Fênix de Albus Dumbledore do filme Harry Porter, mais uma vez, mostrou sua força e cidadania marcando presença com faixas, cartazes e máscaras (foto). Vale o registro de estudantes como Mariana, Vitor, Leandro, Adriano entre tantos outros que tem cobrado a redução da passagem de R$ 2,50. O engraçado é que enquanto aqui não sai a CEI em Curitiba o Ministério Público vai investigar o aumento do ônibus na capital.


Sandra mandou bem!
Para encerrar falando sobre esta sessão quentíssima, gostei do pronunciamento da vereadora Sandra do Dorinho (PP) que advertiu que os vereadores não têm poderes de decisão sobre aumento da passagem de ônibus. Depois ela sugeriu ao estudante que trazia um cartaz que dizia; “procura-se um prefeito para Paranaguá, urgente” que levasse o cartaz para frente do Palácio São José. De fato, neste caso a vereadora tem toda razão. Este tipo de protesto tem que ter outra direção, a prefeitura.

Separar o fato do boato
Não estive na coletiva de imprensa realizada no Corpo de Bombeiros pelo simples fato de não ter sido convocado e tampouco informado por quem ficou na responsabilidade de comunicar toda a imprensa. Afinal tratava-se de uma coletiva, mas deixa para lá. Fato que ouvi a entrevista no site da Difusora e soube dela através de Hedran. Percebi a preocupação do Procurador de Justiça com a responsabilidade da imprensa com a divulgação dos fatos. E de fato, a preocupação procede porque durante o caos, misturaram boatos com fatos e a população foi induzida a ações de precaução desnecessárias, como foi o caso do abastecimento generalizado. Não entendi o desespero de abastecer se não tinha como ninguém ir para lugar nenhum de carro. Mas aconteceu. Nesta semana rolou o boato do corte de energia elétrica e acabaram com os estoques de vela. E por aí afora. O Procurador está certo na sua recomendação de se evitar o boato para evitar desespero. Como tecla o professor Wistuba no twitter vamos evitar as “bostagens” (bosta misturada com mensagens) até mesmo na imprensa.

Não vai ter falta de luz
Ainda neste assunto da indústria do boato que está em franca expansão na cidade e em todos os segmentos, quero atender ao pedido do amigo Paulo Barbosa da Copel que desmente categoricamente que não haverá falta de luz na cidade. Paulo admite que as dificuldades existem mas que boatos nessa hora apenas pioram a situação. A Copel já fez uma comunicação pelas rádios locais e mesmo assim tem clientes que vão até ao escritório preocupada com essa possibilidade. Assim sendo, Paulo afirma com todas as letras “não tem nenhum fundamento o boato de falta de luz, pois cada cliente que vem perguntar vem com uma justificativa, todas irreais e sem nexo”.


Sanepar ajudando

Outro boato que rolou neste período é que o prefeito havia recusado a ajuda da Sanepar num momento como este. Apesar dos pesares, não consegui acreditar numa situação como esta e levantei a coisa no twitter esperando que ele desmentisse. Mas não aconteceu. Curioso, fui à busca das informações e descobri o que aconteceu. A Sanepar ofereceu ajuda para CAB que aceitou no que diz respeito ao envio de água. Mas também foi oferecida ajuda técnica e essa sim, foi dispensando por ser desnecessária. A CAB possuir um corpo técnico trabalhando desde o inicio na solução dos problemas. O prefeito não participou desta reunião e sequer soube.

Concurso público em Pinhais
Até o dia 4 de abril, às 12 horas é possível fazer a inscrição para 103 vagas para 21 cargos na prefeitura de Pinhais pelo site www.aocp.com.br. São vagas nos níveis fundamental, médio, técnico e superior. Fazendo uma comparação com que paga a nossa prefeitura compensa encarar o concurso. Veja só. Para cargos de nível fundamental como motorista, o salário é de R$ 1.132,25 (aqui é R$ 545,00); de nível médio como assistente administrativo o salário é R$ 1.132,25 (aqui é R$ 545,00), auxiliar de enfermagem, R$ 1.008,27(aqui é R$ 545,00); de nível superior como professor, o salário é pedagogo, R$ 1.295,85 (aqui é R$ 1.656,83), assistente social, R$ 2.342,30, enfermeiro I, R$ 2.719,44, e médico da família, R$ 7.980,00, aqui todas essas funções pagam o mesmo salário de R$ 1.024,15 por 20 horas; R$ 1.536,22 por 30hs e R$1.877,62 por 40 hs. O concurso explica a falta de médicos na cidade, aqui um médico da família inicia com R$ 1.877,62 no máximo (40 hs), enquanto quem em Pinhais o salário inicial é R$ 7.980,00, mais que o quádruplo do que se paga aqui. Vale lembrar que a taxa de inscrição para nível fundamental é de R$ 8,00; para nível técnico e médio é R$ 24,00 e superior, R$ 28,00.

Títulos nada lisonjeiros
A coletiva de imprensa do Chefe da 1ª Regional de Saúde, o médico José Renato Pinheiro, por sinal pai do meu grande e especial amigo Marcos Pinheiro, um apaixonado por ciclismo turístico, fiquei sabendo de mais um título nada lisonjeiro de nossa cidade; campeã de óbitos por animais peçonhentos entre as regionais do Paraná. A jararaca (não confundir com sogra) anda fazendo muitas vítimas na cidade. Também somos campeões número de casos de tuberculose e estamos em terceiro lugar em de casos de AIDS, a campeã neste caso é Matinhos seguida por Pontal do Paraná. Este número põe fim a um mito que o porto era o grande causador dos casos de AIDS, o que prova que não é. É o turista que eleva estes números, pois campeã e vice não tem porto, só praias e mais nada. E chega de por tudo a culpa no porto.


A última do litoral

Ainda sobre a coletiva de imprensa outro dado nada interessante para nossa cidade repassado para imprensa, foi a de que Paranaguá foi a última cidade do litoral criar seu Comitê de Combate a Dengue. Por sinal, uma obrigação e não uma recomendação. Ontem trouxemos a perigosa informação que a população afirma que os agentes da dengue não estão indo nas casas e com a confirmação de um foco da doença em Guaratuba, ficamos apreensivos com a atenção que a prefeitura dedica no combate a dengue. Faço coro com a população e nunca e nem soube de agentes de dengue em minha casa e acredito que este é bom assunto para ser levantando e, mais ainda, trabalhado.

O caso é importado
Para encerrar falando ainda sobre a coletiva da 1ª Regional de Saúde, o Dr. José Renato Pinheiro, apesar de sua preocupação com o surgimento do primeiro foco de dengue, ele ressalta que se trata de um caso “importado” do norte do Paraná, onde a doença já se manifestou com mais intensidade. O mosquito veio carona numa entrega para uma loja de materiais de construção e resolveu pegar o finalzinho da temporada de praia em Guaratuba. E aqui, quando pegava uma corzinha no seu “vitiligo”, o amaldiçoado resolveu dar botar seus ovinhos para alerta de toda Regional de Saúde e Secretaria de Saúde do time de Ivani Justus que já estão fechando o cerco para seus filhotes não prosperem. Uma coisa Dr. José Renato já descartou, a possibilidade de uma epidemia da doença.

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