quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

R$ 16 milhões do BID, como pagar?




Este ano a prefeitura prevê uma arrecadação anual de R$ 240. 215.480,00. Foi o valor do orçamento aprovado pelos vereadores no na passado, 15% a mais do que o aprovado em 2009. Vale dizer porém, que o foi aprovado em 2009 não representou a arrecadação dedo ano passado. E não será diferente este ano.

Neste orçamento de R$ 215 milhões foram previstas despesas dentro do que a prefeitura pretende gastar com a estrutura, hoje, sob sua responsabilidade. E deste total, até 54% estão comprometidos com a folha de pagamento.

Mas tem uma enorme despesa que não foi prevista para será necessário ser arcada a partir deste ano, que é a manutenção do Aquário Marinho que será inaugurado em breve. A Catallini está pagando a conta da construção da obra. Depois pronta, como fica?

Afinal de contas, será necessário contratar profissionais de qualidade e (caros) para as funções técnicas do Aquário Marinho, além dos funcionários administrativos e operacionais. Controle de qualidade e tratamento da água para os peixes e animais marinhos, consumo de água, energia elétrica entre outras despesas.

A bilheteria será boa nos primeiros três meses da novidade e depois ficará resumida ao calendário de eventos, mesmo assim não arcará com 10% das despesas. E aí como fica o orçamento que não previu todas essas despesas?

Faço este alerta porque, se o Aquario é uma despesa concreta para 2011, a grana do BID ainda continua lenda urbana criada desde 2007. Neste ano, o prefeito Baka divulgou e comemorou a assinatura do contrato do empréstimo em Brasília (foto). Uma conquista que será benéfica para os parnanguaras e a cidade.

Mas considerando que o BID deixe de ser lenda urbana ainda neste ano, a pergunta que se faz é como será pago este empréstimo, não previsto num orçamento que não previu, mas terá de pagar pela manutenção do Aquario Marinho?

São perguntas como estas que gostaria de ouvir os vereadores de oposição e independentes fazerem no plenário da Câmara aos seus colegas que fazem parte da bancada de apoio ao prefeito.

Afinal, administrar uma cidade, guardada as proporções é a mesma coisa que administrar uma casa. Um pai de família endividado que, no desespero, faz empréstimo para pagar suas dívidas, apenas aumentará seu problema e comprometera até o sustento dos filhos.


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