domingo, 20 de fevereiro de 2011


Até São Pedro é oposição

Pelo jeito o descontentamento com a administração local já ultrapassou a esfera terrestre e até São Pedro resolveu engrossar a bancada de oposição ao prefeito . Só pode ser. Afinal, depois de mandar uma tremenda maré alta no Rio Itiberê que recebe o despejo águas pluviais e fluviais, São Pedro abriu as torneiras por meia hora de chuva torrencial que fez da cidade uma piscina. É claro que a falta de um trabalho sério de fiscalização, drenagem, limpeza de constante de galerias e bocas de lobo ajuda um bocado para que esta piscina fique rasa e não olímpica como ocorreu. E a quem cabe isto? Garanto que não é São Pedro. Mas acredito que o Santo esteja acostumado levar a culpa pela ineficiência de determinadas administrações públicas. É o Santo das costas largas(foto). Espero que o alerta sirva de lição.


O povo tem que colaborar

Mas a população também tem boa parte da culpa pelo alagamento (único ponto que concordo com o prefeito) pela péssima mania de jogar lixo e entulhos na calçada e nas ruas. Isto é terrível. Esse lixo e entulho vão para as bocas de lobo e entopem as galerias e rede de drenagem que não são limpas há muitos anos. Limpeza, por sinal, que não é cobrada pelo Poder Público. Tenho sido e continuarei sendo um ferrenho cobrador do uso indevido de calçadas e do despejo de entulhos nas ruas e avenidas e sei bem o quanto o povo é folgado. É preciso agir com rigor na fiscalização e na multa das pessoas que agem desta forma. É preciso que o povo também denuncie este desleixo para o 156 (se tiverem paciência e fé), Secretaria de Meio Ambiente, Guarda Municipal e imprensa. De minha parte se enviar foto comprobatória, garanto divulgação.


Sessão histórica na Câmara


Desde que voltei à cidade e retomei minha carreira no jornalismo em 1996, sempre dediquei atenção especial a duas editorias, política e sindical. Adoro política e, mais ainda, escrever sobre ela. Até porque muitos dos seus protagonistas são bastante variados (inclusive no sentido comportamental). Desde então tenho acompanhado Legislativo e Executivo nestes 15 anos e já assisti e cobri centenas de sessões da Câmara de Vereadores. Mas a de terça-feira, sem nenhuma dúvida, foi histórica. Marcante em todos os sentidos, positivo e negativo. A participação do movimento estudantil na sessão foi de arrepiar e, mais ainda, de emocionar. Lembrou a garra dos jovens que ajudaram no movimento “Direto Já” e na queda de Collor. O momento do Hino Nacional cantado de costas (foto maior) para mesa diretora foi de dar frio na espinha. Os estudantes descobriram e despertaram a força que tem.

Nenhum direito perdido

A parte triste da sessão ficou por conta de um formador de opinião, comissionado de peso da Câmara, que disse para um dos lideres do movimento que por causa da manifestação feita no plenário eles haviam perdido seus direitos de reivindicação. Mentira e bobagem que quem está defendendo seu patrão e sua grana mensal. Os estudantes não perderam nada. Muito pelo contrário, ganharam a admiração de quem estava na sessão pessoalmente e os que tomaram conhecimento de seus atos através do twitter.

Estudantes de parabéns

Não estive cobrindo, mas soube de tudo o que rolou no protesto dos estudantes pela redução da passagem do ônibus que o prefeito decretou para R$ 2,50. Movimentos e lideranças estudantis engrossaram o caldo e empunharam cartazes, nariz de palhaço e levantaram a voz contra o que consideram um abuso que é o valor da tarifa que está em vigor desde o dia 10 do mês passado. Vale dizer que a tal reunião com o CEFA feito um dia antes, foi a maior furada. Até porque o ex-presidente Getulio Rauen nutre simpatia pela atual administração que concedeu o aumento da passagem e que Getulio me corrija se eu estiver errado. Além do mais, líderes e integrantes do movimento de quarta-feira disseram que foram proibidos de se manifestar e até sofreram pressão durante a audiência pública. Fiquei sabendo ainda que no protesto uns integrantes do CEFA quiseram de manifestar e foram convidados a se retirarem do local pelos estudantes. Valeu o protesto que poderá significar a redução na passagem do estudante e, quem sabe, na de toda a população. Vamos aguardar.


A culpa é da tributação

Desvendado o mistério do aumento da passagem de ônibus em nossa cidade, a segunda mais cara entre 27 capitais brasileiras; a carga tributária paga pela Viação Rocio. Coitadinha da empresa. Ela paga tantos impostos que onera os custos do transporte coletivo e que acaba incidindo no valor da tarifa. Foi o que deu entender o Chefe de Governo, Mariozinho Lobo, ontem, na hora do almoço no Litoral Sul Notícias. Ouvindo este argumento fiquei com tanta pena da Viação Rocio e entendi porque o prefeito deixou a passagem em R$ 2,50. Ele também ficou sensibilizado. Só acho que um casal que tem três filhos na escola e gasta, em média, R$ 480,00 só de passagem de ônibus não terá a mesma sensibilidade. É melhor ele comprar um carro, sem entrada, que pagará quase a mesma coisa. Em tempo, o carro garantirá lazer, trabalho, (renda em alguns casos) e um patrimônio depois de paga todas as parcelas.


Matemática da conveniência


Tenho lido no twitter e nos releases do portal da prefeitura (leitura que recomendo a todos os parnanguaras) a matemática da conveniência sobre o transporte público na cidade. E porque da conveniência? Muito simples, hoje ouvi o Chefe de Governo dizer o que leio nos releases e no twitter que apenas 20% pagam R$ 2,50 pela passagem de ônibus. Só que se esquecem de dizer que na origem dos 100% incluem os que usam vale-transporte, o cartão e as tarifas reduzidas (idosos e estudantes). Destes, de fato, 20% pagam R$ 2,50. Mas e a grande maioria dos desempregados, donas de casa, empregados da informalidade e das empresas que não tem nem vale-transporte e nem cartão que não estão neste cálculo dos 100%, quantos representam? Sem a menor dúvida um número bem maior que todos os 80% que pagam R$ 2,40 e R$ 1,20. Nunca fui fã de matemática, mas não sou tão ingênuo assim.

Jet Bus? Paranaguá nem teve

Em agosto de 2009 toda a imprensa foi convidada para conhecer um incremento importante para o turismo de nossa cidade, o Jet Bus. Tratava-se de um barco com capacidade para 84 pessoas com o que há de mais moderno em equipamentos, ar condicionado, TV, GPS, radar, sonda e rádio VHF e bancos de couro. A empresa que realizava teste de viabilidade para operar na cidade fez um passeio conosco, secretários, diretores e autoridades pelo porto e Rocio. Coisa “xique no úrtimo”. Mas o barco mudou o triste jargão da cidade do “já teve”, porque neste caso, a cidade nem teve o Jet Bus. Na época a ideia da prefeitura era unir o barco a outras “conquistas” no setor turístico, como o Aquário Marinho, Terminal Marítimo de Passageiros e o tombamento histórico. Das três conquistas, apenas o tombamento aconteceu e nem Jet Bus, Aquário e Terminal rolou desde então. Que pagou por este mico?

Gari? Paranaguá já teve

Lembro que num dos últimos concursos do ex-prefeito Roque, foram contratados 500 serviçais, função que se enquadra o gari e as margaridas que fazem o importante trabalho de limpeza de nossas ruas e praças. Veja bem, foram 500 contratados. Mas hoje quantos garis e margaridas vemos trabalhando pela cidade? Dá para contar nas mãos. E aí fica a pergunta onde estão trabalhando todo esse pessoal? Certamente em alguma função que desvia da qual foi contratado e lhe assegura o direito de aventurar uma grana do município nas varas Trabalhistas locais. E olha que são três, um exagero para uma cidade de apenas 140 mil habitantes. Assim no caso dos garis merecemos sim o titulo da cidade que já teve.


Distrito industrial? Paranaguá nunca teve


No papel acredito que a cidade deve ter uma área delimitada no Plano Diretor para funcionar como Distrito Industrial. Porém, na realidade a cidade nunca teve. Até porque a área destinada fica lá pelo lado de Alexandra e Embocui e as condições para instalação de qualquer empresa desmotiva qualquer investidor. A começar pela Estrada Velha de Alexandra que só vai ficar devidamente transitável se o BID deixar de ser lenda urbana. Agora, o problema da água foi resolvida pela Cagepar e a Copel garante sua parte. Resta agora o Poder Público rechear o local com empresas que trarão emprego e renda. Mas do jeito que está, merecemos o título.


Por onde anda Zé Manoel?

Natural do mesmo bairro que este colunista, a Costeira, o Secretário Especial de Assuntos Portuários, José Manoel Chaves, faz parte do secretariado municipal desde a primeira gestão. O interessante que ao longo de mais de seis anos ainda não vi o motivo da existência de sua secretaria, tanto que jamais o vi envolvido em algo que resultado em beneficio a população. A não ser, é claro, pelo passeio demonstrativo e único do Jet Bus em agosto de 2009. Uma promessa furada de fomento no turismo pela baía de nossa cidade. Foi a única vez que o vi de forma oficial no exercício do cargo. Antes disto só na posse em 2005. Mas, afinal de contas para que o município tem pago por esta secretaria? O que faz ou fez? Nem mesmo nesta questão da falta de dragagem do porto que rolou na gestão Requião vimos qualquer movimento dele neste sentido. Mas posso estar enganado e sua secretaria seja extremamente atuante, tão atuante que não tem tempo nem de aparecer e local para ficar.


Problemas? “Lige 156”

Muito se reclama do serviço de atendimento 156 que não funciona, leva um tempão para atender e quando atende só falta pedir para você enviar um mapa mundi e enviar um GPS do local para atendimento ser realizado, mas hoje quero fazer aqui o papel de advogado do diabo. Eles não têm tanta culpa assim, às vezes, o povo não entende que pode procurá-los pela divulgação que é feita deste serviço de atendimento. Digo isso, porque estive na unidade básica de saúde do CAIC e lá vi este enorme cartaz informando que, em caso de problema ou reclamação, “LIGE 156”. Deduzi que houve um guloso (só pode ter sido homem) comeu o “u” da palavra que a deixou sem sentido. Tem quem se confunda e não entenda tratar-se do 156 aquele serviço de atendimento que não funciona, leva um tempão para atender e quando atende só falta pedir para você enviar um mapa mundi e enviar um GPS do local para atendimento ser realizado.

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