quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Veja no JB que está nas bancas

Matemática Burra”

Na qualidade de leitor assíduo desse semanário sinto-me na obrigação de zelar pela credibilidade das informações nele vinculadas, principalmente em se tratando da coluna do meu amigo José Carneiro. Causou-me espécie a nota em que foram feitas previsões das necessidades de votos para a eleição de alguns dos candidatos locais, principalmente por ter o meu nome incluído como fonte dessas informações, coisa que não fiz. Entendo que previsões dessa natureza são fruto da chamada “Matemática Burra”, ou seja, a matemática não exata, aquela que se baseia em suposições.

Isto porque o número de votos que os candidatos necessitarão para se eleger em suas coligações depende de fatores como:

- Dependendo do partido ou chapa do candidato, o número de candidatos detentores de mandato pode variar radicalmente (estima-se que possuam maiores recursos e mais bases eleitorais). Isto eleva o total de votos obtidos pela chapa, mas, via de regra, eleva a quantidade de votos necessária para candidaturas menos favorecidas constarem entre os eleitos, fazendo com que se prestem apenas ao papel de “escadas”. Da mesma forma, ser candidato às eleições proporcionais em partidos ou coligações que apresentam os candidatos chamados “de ponta” nas eleições majoritárias pode representar um bom negócio para os candidatos com melhor prognóstico e ser o túmulo dos que se situam em posições intermediárias.

- O resultado nas urnas do último pleito, principalmente para aqueles que não são detentores de mandato também é balizador. Deve-se aí levar em consideração o momento político, os fatores pessoais e do grupo político a que pertence cada candidato, podendo pautar a sua relação com o eleitor.

- Os candidatos de partidos independentes ou de chapas menos carregadas podem levar vantagem, desde que estejam situados entre os primeiros da chapa, uma vez que estas chapas elegem números menores de deputados, mas, com necessidade bem menor de votos do que as chapas mais pesadas. A situação local apresenta o seguinte quadro de candidatos:

Deputado Federal (Por ordem alfabética
dos nomes usados em campanha)
Fabiano Elias (PSDB) – Coligação: PSDB, PP, DEM, PPS, PR
Dr. Nélio (PV) – Coligação: Chapa Pura
Ricardo (PP) - Coligação: PSDB, PP, DEM, PPS, PR
Subtenente Joel (PRTB) – Coligação: Chapa Pura
Vera TelleS (PMN) - Coligação: Paraná Mais Forte - PHS, PMN, PTC, PSDC
Deputado Estadual: (Por ordem alfabética
dos nomes usados em campanha)
Alceuzinho (PPS) – Coligação: Chapa Pura
Ata (PSDC) - Coligação: Paraná Mais Forte - PHS, PMN, PTC, PSDC
Mário Donadon (PSB) - Coligação: Chapa Pura
José Carlos Bom (PV) – Coligação: Chapa Pura
Jozaine Baka (PDT) - Coligação: União pelo Paraná – PMDB, PDT, PT, PR, PCdoB
Leslie Camargo (PTN) - Coligação: Pacto pela Vitória – PTN, PSL, PRP
Ramirez (PRTB) – Coligação: Chapa Pura
Pt. Reinaldo (PTC) - Coligação: Paraná Mais Forte - PHS, PMN, PTC, PSDC
Rochinha (PSOL) – Coligação: Chapa Pura
Roque (PMDB) - Coligação: União pelo Paraná – PMDB, PDT, PT, PR, PCdoB

Considero qualquer tentativa de adivinhar o resultado da eleição como mera especulação a não ser que seja orientada por pesquisa de opinião, séria e devidamente registrada.

As projeções extra-oficiais, feitas pelos partidos, projetam chances de eleição que variam de, no mínimo, 30.000 a 50.000 votos para Deputado Estadual e 40.000 até 80.000 votos para Deputado Federal, dependendo do peso da chapa.

Nossa cidade esta assistindo ao embate eleitoral com expectativa. Temos campanhas de todos os tipos e custos. Com o avanço do marketing político, quase tudo pode ser feito para “dourar” a imagem dos candidatos.

O que eles não podem esquecer é de combinar com o povo.

Luiz Renato

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