terça-feira, 24 de agosto de 2010

Desperdício de dinheiro público na obra que vai durar 4 anos para ser concluída


PARQUE AWAJI

Iniciada em 2007 a obra que serviu para homenagear os 100 anos da imigração japonesa
e como palanque eleitoral de reeleição deverá ficar pronta somente em 2012.


A nova placa colocada pela prefeitura de Paranaguá na obra de número 420 informa um custo de R$ 3.531.773,51 e um novo prazo 480 dias. Somados aos inicio da obra em 2007, o prefeito José Baka Filho (PDT) baterá um recorde na história da administração pública; será dele a obra que mais tempo levará para ser inaugurada, quatro não.

Da inauguração da primeira etapa feita no dia 23 de junho de 2008 e marcou o lançamento da pedra fundamental com a presença do governador da província japonesa de Hyogo, Toshido Ido e autoridades da cidade co-irmã de Paranaguá, Awaji, a obra parou em outubro, após a reeleição do prefeito para um novo mandato.

No dia 12 de dezembro, em sua última entrevista do ano na imprensa como prefeito reeleito, entre suas prioridades para 2009, José Baka Filho dizia que “com o dinheiro que vem do Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID), vamos poder executar obras por todos os cantos do município. A população vai ver obras de pavimentação, o restaurante-escola, a Escola Municipal Tempo Integral Parque Awaji...”.

Passados quase dois anos a escola Awaji não foi concluída e o dinheiro do BID não chegou aos cofres públicos. Na quinta-feira (12), o vereador de oposição Marquinhos Roque (PMDB), usou o plenário para denunciar o estado de abandono das obras do Parque Awaji lembrando que a obra começou em 2007 e era para ser concluída em seis meses. “Agora vão dar uma maquiada por que é ano de eleição”, dispara o vereador descrente que a obra fique pronta no próximo ano.

O vereador Eduardo Francisco de Oliveira (PSDB) reforçou a crítica de Marquinhos Roque argumentando que as obras desta administração “quando elas não demoram são mal feitas”. O presidente da Comissão Permanente de Obras, vereador Rafael Gutierres Junior (PDT), reforçou o pronunciamento de Marquinhos Roque e disse que vai levantar as informações junto com os demais membros da Comissão para ver a atual situação da obra, quanto foi pago e o que falta pagar.


Desperdício do dinheiro público


O JB que esteve no lançamento da pedra fundamental em junho de 2008 e outra, seis meses depois, do estado de abandono da obra onde constatou o desperdício do dinheiro público esteve no domingo no Parque Awaji e registrou a precariedade e desgaste do material da primeira etapa. Das quase 500 tábuas envernizadas do corredor de acesso ao monólito de basalto que ostentou a placa comemorativa do Imin 100, 30% estão soltas, quebradas e desgastadas. O mato tomou conta de grande parte do acesso e o local onde foi feita uma bela cerimônia religiosa pelos japoneses virou ponto de consumo de drogas. O portal oriental de acesso está com sua pintura comprometida, grades das cerca de ferro foram furtadas e muito materiais da obra com telhas, tijolos e barras de concreto estão depositados na calçada, favorecendo o furto.

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