quinta-feira, 22 de julho de 2010

Conselheira Tutelar diz estar impedida de trabalhar


Eleita por dois mandatos consecutivos no Conselho Tutelar de Paranaguá, a conselheira Inajara Rejani Vieira de Góis (foto) procurou o Jornal dos Bairros para denunciar que está sendo impedida de exercer sua função no órgão pelo atual presidente do colegiado Edmilson Costa.

Afastada no ano passado pelo Conselho Municipal dos Direitos da criança e do Adolescente (CMDCA), Inajara, buscou o caminho da justiça para recuperar seu direito de trabalhar. De posse de uma liminar concedida pela justiça em abril, a conselheira alega que, desde então vem sendo impedida de trabalhar no Conselho Tutelar.

De acordo com Inajara, o presidente alega ter sido comunicado que a liminar que resgatou seu direito ao trabalho foi derrubada pelo Jurídico da prefeitura, mas Inajara diz que ainda não foi notificada.

O Jornal dos Bairros acompanhou a conselheira até a sede do Conselho que fica no Terminal Urbano e constatou que uma das três das salas destinadas ao atendimento do público pelo conselheiro estava trancada. Mesmo assim, Inajara disse ter feito dois atendimentos na sala da secretaria do colegiado. “Eu só quero que me deixem trabalhar”, argumenta Inajara.

O que diz o presidente

A reportagem procurou o presidente Edmilson Costa que contestou as informações da conselheira. Ele mostrou a sentença da justiça que derrubou a liminar de Inajara e a determinação judicial para que Inajara não possa exercer sua atividade, uma vez que a decisão cadê recurso em instância superior. “Estou apenas cumprindo o que determinou a justiça”, se defende o presidente.

Edmilson desmente ainda a afirmação que Inajara está sendo impedida de trabalhar, ressaltando que ele mesmo, na presença de outros conselheiros abriu o sistema de atendimento do Conselho Tutelar para Inajara quando ela trouxe a ordem judicial determinando seu retorno.

“Ela chegou fazer atendimentos neste período” garante o presidente que informou ainda que Inajara não foi desligada, pois ela ainda pode recorrer desta decisão judicial.

Nenhum comentário:

Postar um comentário