sexta-feira, 23 de abril de 2010

Porto vira instrumento de birra


Semana passada o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, foi muito infeliz ao sugerir a federalização do porto de Paranaguá como perspectiva de investimento e crescimento. Uma ingenuidade administrativa motivada, única e exclusivamente, pela birra do ministro com Requião. Isso ficou evidente.

E mesmo sendo filiado do PT não posso e nem devo concordar com sua sugestão e quero explicar os motivos. Primeiro que todos os portos são do governo federal e estão “emprestados” para estados e municípios. E isso nunca foi obstáculo para investimentos federais, o porto de Santos e os catarinenses que o digam.

Segundo que a renovação do contrato de concessão com o Estado ocorreu nesta gestão do qual o ministro faz parte desde o início. E terceiro e último, é que a bandeira defendida pela comunidade portuária é sim da manutenção do porto público, porém, municipalizado, através de uma administração tripartite: município, usuários e trabalhadores.

Assim sendo, Paulo Bernardo foi infeliz ainda pelo fato de sua esposa, Gleisi Hoffmann que certamente será a primeira senadora do Paraná, já manter um estreito contato com trabalhadores portuários avulsos e sabe o que eles pensam a respeito do assunto.

E como sempre procuro encontrar algo de bom nas coisas ruins, considero que a única coisa boa nesta polêmica, é o fato do ministro Paulo Bernardo retomar a discussão da concessão do porto de Paranaguá, que, desta vez, pode deixar de ser estadual para municipal, como já ocorre na vizinha Itajaí.

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