quarta-feira, 29 de julho de 2009

Editorial do Jornal dos Bairros que está nas bancas


361 anos sem muito que comemorar!

Independente da crise financeira que assola o país e o mundo e também serve como desculpa para administrações incompetentes justificarem sua ineficiência, vivemos, hoje, os 361 anos de Paranaguá sem muito que comemorar.
As conquistas da atual administração ficaram no passado e, desde outubro, a cidade não só está parada como retrocedeu, até mesmo na maior bandeira da administração José Baka Filho, a educação. Os parnanguarinhas, como o prefeito tanto gosta de falar, entraram em férias sem receber o kit e o uniforme escolar. Foram seis meses de tênis velho, agasalho rasgado, mochilas com alças costuradas e as mães comprando grande parte do material escolar. É claro que teve uma desculpa compatível com a qualidade do trabalho administrativo, problemas na licitação. Uma pena que não é de desculpas que vivem as famílias carentes que contavam com este benefício prometido.
Vemos as obras de construção e reformas de escolas paradas e outras que parecem estar em plena operação tartaruga. É a crise que assola o país e o mundo, mas que não encontrou eco na troca de uma Administração Regional por outras três administrações distintas e uma secretaria na Ilha dos Valadares. Como também não atingiu as novas secretarias criadas como a de Assuntos Portuários e a de Meio Ambiente que tem menos de um mês.
Até mesmo na saúde onde não faltam bons profissionais como a abnegada Dra. Isolda e sua fantástica equipe que se vê obrigada passar pelo constrangimento de inaugurar duas novas e necessárias unidades de saúde, Jardim Iguaçu e Vila Garcia, no meio da lama. Infelizmente, neste ponto a saúde não vai bem, obrigado.
E na infraestrutura urbana, em passos acelerados, vemos e enfrentamos buracos em lombadas na nova Avenida Roque Vernalha que não tem dois anos de inauguração.
Em meio este pequeno resumo do caos administrativo, surge a polêmica da boa notícia do Aquário Marinho que a iniciativa privada nos presentea nestes 361 anos. E assim diante de um quadro de necessidade em se manter o que já foi feito, querem destruir o Centro Gastronômico que serve a população há 11 anos. O que dizer mais? Realmente, não temos muito que comemorar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário